terça-feira, 26 de julho de 2011

Que

Era preciso gritar pronomes para explicar o que era aquilo por que era aquilo
QUE lhe roía os ossos até restar uma gelatina inanimada
QUE conspirava contra sua vida todos os dias
QUE queimava seu dinheiro com putas inconscientes em viagens ao interior
QUE putas eram aquelas, santificadas, mais novas que você, valiam mais que seu futuro
QUE xingava de bicha e ameaçava pelo telefone
QUE previa a sombra catatônica numa maca de hospital de santos e anjos
QUE velocidade era aquela que não dava tempo de pensar e você já era passado
QUE tudo era um pesadelo que nunca poderia acordar
QUE você estava fadado a ser nada nem ninguém porque eles assim quiseram
QUE no grande tribunal de contas a dívida e a ferida eram suas
QUE você limpasse a sua própria bunda com a mão
QUE era tudo verdade, você tinha que trabalhar, não passava de uma bicha,
QUE na frente dos outros você dizia trouxa, e eu era encapuzado e amordaçado
QUE quando eu cheirar mais uma dose a culpa é sua
QUE o mundo é uma merda e sobriedade pior ainda
QUE eu exilo todos de meu enterro
QUE não darei o gosto de ver-me comido por vermes, velhos, caralhos, travecos,
QUE VOCE SE FODA

domingo, 24 de julho de 2011

...... enquanto você salva sua alma da danação que ela merece....
meu futuro se encerra antes que você consiga dizer amém.... ao menos tire a mão do pau, a mão da carteira, seja real pelo menos para o que você julga real, que valha a pena salvar, que não eu, feliz dia dos pais atrasado, ou adiantado...

sábado, 16 de julho de 2011

Não sei mais escrever, algo em mim foi embora para nunca mais voltar....
é medo de amar... de dizer te amo e ser enxotado como um cachorro, eu nunca mais disse eu te amo.. eu nunca mais consegui prosperar ser feliz, dar certo, receber também, isso nunca consegui, nao sei entregar um sorriso assim de bandeira sem antes rosnar, e muito. A vida que eu tinha, a ansia, a força, sei lá, se foi junto com alguma coisa que eu perdi, na verdade nunca fui desses de ganhar, campeões, que se destacava em nada, sempre pelos cantos, obscuro, incontente com minhas limitaçoes e minha falta de vocação para ser alguém. Perdi meu primeiro amor, perdi minhas oportunidades, meus amigos sem excessão, minha familia, a porra toda, tudo sobrou eu sem aquilo que um dia foi meu. Não sei mais falar bonito cheio de prosas e lirismos, ninguém tá nem aí também pra essa bosta de escrever e minha vontade/sina de forçar mais uma coisa que não sou.. me perco por ai sem nada mais ser sem nada ter, errando tudo, sempre, perdendo nascendo pra ser coadjuvante da minha propria vida, que derrota

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Moscas faziam uma rota elíptica em torno dos alimentos postos à mesa.
Cada representante da familia em seu devido lugar, exercendo seu papel, literal e subjetamente.
A personificação dos problemas e das disfunções da familia, o orgulho e a promessa de um futuro, o patriarca viril rude com segredos que assustavam até a ele, a matrona dominada, sardônica, drogada com doses e doses de rivotril, babando à mesa e controlada por finas teias do destino.
Tudo parecia falso, e com ar adocicado e putrefato, as maçãs estavam em decomposição, a carne cheia de vermes, as paredes ruiam, os sorriso grampeados à face.
Teatro dos loucos, do louvor, do amém.
Ninguem ousava se retirar da mesa, era um sistema simbiôntico satânico. O que desistia , morria, iria para sabe-se aonde, todos preferiam apodrecer, viver semi vivos semi mortos, sem controle motor e sem opiniões próprias para ver o outro apodrecer a sua frente
Em minha adolescência,fui rodeado de jovens com seus hormonios pulsantes,
vacas no cio e crianças com suas calças inchadas de porra e pequenos pênis
incompetentes atávicos que não tinham a capacidade de cometer atos reais e puros de ódio contra quaisquer que fossem os otários da vez.
Fracassados que hojem preenchem vagas no Álamo da prostituição da vida, secos indigentes.
Vivem em suas biotas ignóbeis e acreditam que a vida se mede pelo tamanho de sua pica de sua conta de suas estrelas no orkut
Vocês a escória do mundo, irão lavar o coco de cachorro da minha calçada.
Vocês serão infelizes suas filhas engravidariam aos 15, voces infelizes comeriam uma puta e levariam sífilis ao seu sagrado lar doce lar.
Vão a igreja, rezam pensando nó próximo teco, no próximo sexo sem virtude sem valor. Vocês morrerão por minhas mãos seus atrasos da nova geração o mundo chora e aborta vocês, incompetentes do novo milênio

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma vela para Allen Ginsberg

Andando pela madrugada, acompanhado de príncipes negros e marajás, bêbado de absinto, high on peyote, embalado por saxofones furiosos, soprados por bocas dilacerantes de negros bem tratados, mediante a uma encruzilhada, acendi uma vela para Allen Ginsberg.
Holy Holy Holy Holy holy holy holy Ginsberg e suas fotos cruas em preto e branco, seu beatnik. Choro, Ginsberg; queria morder seu sexo, dormir em seu peito, grudado em seu sêmen e juntos urraríamos heresias A Moloch. Salvar a América, fugir da América, dançar no México com jovens latinos e suas protuberâncias, fugir de toda loucura, nós dois de pica dura, dormir no teu sexo. Holy Holy Holy Holy Ginsberg, nunca mais existirão poetas como você, choro por perder você e mesmo por nunca ter tido você, o mundo devora a suas entranhas nesse momento, nesse mesmo momento em que passa um medigo fedendo a mijo, e chuta a sua vela na encruzilhada, na madrugada, me deixando no escuro, a sós, com príncipes negros e marajás...